A cada mês, internauta brasileiro gasta um dia inteiro conectado

April 24th, 2008

Tempo médio de navegação mensal, de 23 horas e 51 minutos, refere-se à web residencial.
Março também teve recorde de internautas no ambiente doméstico: 22,7 milhões.

A média mensal de navegação do internauta residencial brasileiro, em março, foi de 23 horas e 51 minutos. Isso significa que, durante todo o mês passado, esses usuários que usam a web em suas casas passaram quase um dia inteiro conectados. Segundo o Ibope//NetRatings, esse é o maior tempo médio de navegação já registrado desde setembro de 2000, quando teve início esse tipo de medição no país.

Com essa média, o Brasil se mantém à frente dos outros dez países monitorados. Em segundo lugar nesse ranking está a França (21 horas e 30 minutos), seguida de Estados Unidos (20 horas e 24 minutos), Japão (20 horas e 21minutos) e Alemanha (19 horas e nove minutos). O tempo de navegação residencial do mês passado foi 2 horas e 56 minutos superior àquele registrado em março de 2007.

Outro recorde registrado pelo Ibope//NetRatings em março foi o número de internautas residenciais ativos: 22,7 milhões de pessoas, ou aumento de 40% no período de um ano.

Crescimento
“O ritmo de crescimento da internet brasileira é intenso. A entrada da classe C para o clube dos internautas deve continuar a manter esse mesmo compasso forte de aumento no número de usuários residenciais”, afirmou Alexandre Sanches Magalhães, gerente de análise do Ibope//NetRatings.

Segundo o especialista, a classe C vive essa fase de inclusão digital por conta de um bom momento econômico, computadores com preço em queda e banda larga com valores mais acessíveis. Magalhães afirma também que as famílias de baixa renda acreditam que a internet dará uma vida melhor para seus filhos e, por isso, se empenham em obter o acesso residencial.

Considerando todos os ambientes onde os usuários têm acesso à internet — residência, trabalho, cibercafés e telecentros, por exemplo –, o Ibope//NetRatings estima que o Brasil tenha 40 milhões de internautas. Esses dados são referentes ao último trimestre de 2007 e considera apenas usuários com mais de 16 anos.

G1, em São Paulo

HP avisa canais sobre roubo de computadores

March 10th, 2008

por Reseller Web

07/03/2008

Fabricante disponibilizou uma página na internet onde é possível identificar o modelo e o número de série dos computadores roubados

A HP se pronuncia sobre o roubo de 1784 notebooks e 205 desktops, ocorridos no dia 1º de março, na fábrica da Foxconn, que produz computadores da marca, no interior de São Paulo.

A fabricante disponibiliza um site, no qual é possível identificar as máquinas levadas pelos assaltantes por meio do modelo e do número de série.

Segundo a HP, a iniciativa tem por objetivo proteger seus parceiros e clientes.

No comunicado, a companhia avisa: “o recebimento ou a aquisição, por qualquer meio, de equipamentos roubados, pode caracterizar crime de receptação, conforme previsto no artigo 180 do Código Penal Brasileiro”.

A companhia recomenda ao mercado que, caso alguém identifique produtos da lista que consta no site, que se dirija a uma delegacia para reportar o ocorrido.

“Informamos, ainda, que a HP se reserva o direito de não honrar a garantia dos equipamentos acima listados”, encerra a nota oficial.

Troca de geração

February 28th, 2008

A distribuidora de gás natural Comgás salta do Windows 2000 direto para o Vista e obtém melhorias de produtividade e de segurança

Cibele Gandolpho

 

Diminuir falhas técnicas, aumentar a produtividade nas tarefas diárias e reforçar a segurança da rede foram alguns dos motivos que fizeram a Comgás, distribuidora de gás natural, migrar em novembro de 2007 todo seu parque de desktops e notebooks para o sistema operacional Windows Vista, da Microsoft. Com mais de 500 mil clientes em 177 municípios do estado de São Paulo, a Comgás, controlada por duas grandes empresas de energia do mundo, Shell e British Gas, investiu 2 milhões de reais no upgrade do Windows.

 

Durante seis meses a distribuidora implementou o projeto e migrou mil computadores que ainda rodavam o Windows 2000 diretamente para o Vista, sem passar pela versão XP. As máquinas, alocadas na sede administrativa da empresa, no bairro da Mooca, zona leste de São Paulo, e em unidades no interior do estado, também receberam o Office 2007 Professional. Roberto Newton Carneiro, CIO da Comgás, explica que a empresa cogitou migrar para a versão XP, mas a idéia logo foi colocada de lado.?Teríamos pouco tempo para fazer investimentos em uma nova migração. O Vista ainda não está totalmente maduro, mas nenhuma versão é 100% estável. Fizemos uma análise e resolvemos correr esse risco?, afirma Carneiro.

 

Durante o Programa de Adoção de Tecnologia, promovido pela Microsoft entre grandes empresas, muitas delas assumiram o compromisso de migrar uma parte de seu parque de máquinas para o Windows Vista. A Comgás foi uma das primeiras a adotar integralmente o sistema operacional. Apesar do pouco tempo de uso da nova versão, a companhia já consegue mensurar os benefícios trazidos pela migração. ?Antes, utilizávamos muitas planilhas em Excel para diversos relatórios. Não era possível identificar o que era pessoal ou o que era relacionado à empresa. Agora conseguimos ter um controle do que é salvo nos servidores por meio do Office 2007 Professional. Essa extensão do Windows também é mais flexível e nos permite melhorar a produtividade nas atividades diárias, com maior segurança?, diz Carneiro. Entre as melhorias, há um firewall bidirecional, um sistema de contas de usuário mais seguro e criptografia de discos. ?Conseguimos fazer busca de arquivos com mais rapidez?, afirma Carneiro.

 

 

Resolver o problema de compatibilidade também foi um desafio para a Comgás. Como muitos aplicativos de mercado ainda não são compatíveis com o Vista, alguns bugs surgiram. ?Identificamos telas de sistemas que não funcionaram, como, por exemplo, no CRM e na solução de geolocalização, dois sistemas estratégicos. Mas solicitamos adequações à Microsoft e tudo foi resolvido?, diz Carneiro.

 

Durante a implementação do projeto, vários pontos de gargalo foram identificados, principalmente no relacionamento com os usuários. Houve resistência à nova interface gráfica e aos aspectos de usabilidade do Windows Vista, que são diferentes das versões anteriores. ?Aquele botão que você está acostumado a salvar arquivos já não é mais igual no Vista?, diz Carneiro. A solução foi investir em treinamento para o público interno e criar uma central de esclarecimento de dúvidas. Somente usuários que participassem do treinamento teriam as máquinas convertidas para o novo ambiente. Isso permitiu à área de TI ter a certeza de que os problemas de adaptação seriam minimizados antes da implantação. ?Depois de alguns dias usando o Vista, os novos menus de navegação já não causavam embaraço. Eles permitem chegar com poucos cliques a qualquer uma das pastas que contêm documentos, fotos, músicas e vídeos?, afirma Carneiro. Como toda tecnologia que causa impacto, o Vista virou alvo permanente das críticas dos funcionários. ?Tudo o que dava defeito no computador, os usuários logo achavam que a culpa era do Windows Vista. Apesar dessa atribuição, ficou constatado que os problemas em nada tinham a ver com o novo sistema operacional?, afirma Carneiro.

 

Para 2008, o plano da Comgás é expandir o uso do Vista, incorporando novos recursos e produtos. Algumas dessas facilidades visam melhorar o ambiente de trabalho colaborativo na Comgás, como é o caso do Office Communicator, que permite aos usuários trocar mensagens instantâneas de vídeo ou de voz, e ainda o Share Point, ferramenta que leva o ambiente de trabalho para a internet.

Vista já vendeu 100 milhões de licenças

January 10th, 2008
Segunda-feira, 07 de janeiro de 2008 - 15h10

A maior fabricante de software do mundo fez o anúncio durante o discurso de Bill Gates, presidente do Conselho da empresa, na feira Consumer Electronics Show, em Las Vegas.

Durante um rápido encontro fechado anterior ao discurso de Gates, a empresa afirmou que ainda não tabulou as vendas natalinas do Vista e não quis detalhar exatamente quando a marca de 100 milhões de licenças foi atingida. A temporada de fim de ano é tradicionalmente um período de forte venda de computadores.

A Microsoft vinha observando um bom fluxo de consumidores migrando para o Vista em 2007. Até o fim de setembro, a empresa vendeu 88 milhões de licenças do Vista, 60 milhões delas até o final de junho.

O Vista foi lançado no mercado em janeiro do ano passado. A Microsoft espera distribuir sua primeira grande atualização do sistema operacional, chamada de Service Pack 1 (SP1), no primeiro trimestre de 2008. Clientes corporativos costumam esperar até o lançamento do SP1 para migrar para um novo sistema operacional Windows.

Reuters

Banda larga no Brasil é cara demais, diz Ipso

January 10th, 2008
Segunda-feira, 07 de janeiro de 2008 - 12h08

A avaliação é do diretor de tecnologia e projetos do Instituto de Pesquisas e Projetos Sociais e Tecnológicos (Ipso), Carlos Seabra.

?Para se ter uma idéia, nós pagamos por uma mesma conexão cerca de 1300% mais caro do que paga alguém numa conexão na Europa, porque isso ainda não está difundido?. Seabra explica que, no Brasil, as empresas que oferecem o serviço de banda larga cobram da população todo o investimento feito em um setor ainda pouco desenvolvido.

Para este ano, a proposta do Ministério das Comunicações é levar a internet banda larga a 20% dos municípios até junho, construindo uma rede pública de alta velocidade para atender escolas, hospitais, delegacias, postos de saúde e associações comunitárias.

?As condições no nosso país ainda estão muito longe do ideal, não só porque a maior parte dos municípios ainda não possui banda larga como porque o que é chamado de banda larga, na verdade, ainda é uma banda muito estreita?.

Seabra garante que todas as grandes capitais do país, hoje, possuem o serviço por telefonia ou por cabo, mas lembra que, mesmo nos grandes centros, a tecnologia deixa a desejar. ?São velocidades infinitamente inferiores às oferecidas em países europeus ou nos Estados Unidos?.

Ele destaca, entretanto, o interesse e a facilidade da população brasileira no acesso à internet como pontos positivos para o processo de expansão do serviço.

?A gente vê um morador de periferia de uma cidade pobre e cheia de carências. Na hora em que ele senta na frente de um computador e aprende a manusear, vira um usuário como poucos no mundo. Parece que está no sangue do brasileiro?.

Seabra reforça que, apesar da série de iniciativas propostas pelo governo federal, as medidas ainda são insuficientes para permitir o acesso a todos. Uma questão importante e positiva para a expansão, segundo ele, é o baixo preço cobrado pelos computadores diante da política de redução de impostos no país.

?Acho que tem sido desenvolvida uma política no sentido de popularizar e viabilizar o acesso da cidadania à tecnologia. Ainda estamos longe disso, mas o caminho está dado. Até porque as forças de mercado também vão nesse sentido. Toda a lógica capitalista de mercado vai nessa direção, do acesso à tecnologia uma das garantias da moderna cidadania?.

Agência Brasil

Wikia Search começa a funcionar

January 10th, 2008
Segunda-feira, 07 de janeiro de 2008 - 11h27

Segundo Jimmy Wales, coordenador do Wikia Search, o sistema estréia ainda com base de dados restrita (com status “alpha”) e deve se tornar mais eficiente e com resultados mais relevantes na medida em que a comunidade de usuários contribuir com o sistema.

Diferente dos mecanismos mais populares, como Google e Yahoo!, a Wikia Search promete se destacar pela transparência de seus algoritmos e deixar claro para os usuários porque determinado site aparece no topo das buscas.

Wales afirma que os algoritmos usados, por exemplo, pelo Google, não são transparentes e que existe um conjunto de empresas dedicadas a ?ludibriar? os usuários ao adotar técnicas de SEO (search engine optimization) para melhorar a colocação de seus sites.

No Wikia Search, quem determina a colocação do site é, em última análise, o usuário. O objetivo é aumentar a qualidade dos resultados, tirando do caminho páginas não relevantes que só obtém destaque por utilizar SEO.

Felipe Zmoginski, do Plantão INFO

Google desenvolve TV com acesso à web

January 9th, 2008
Terça-feira, 08 de janeiro de 2008 - 09h24

As TVs, que devem ser lançadas na América do Norte até o final de março, permitirão aos usuários acessar diretamente vídeos pelo YouTube, um site de compartilhamento de vídeos do Google, e ver álbuns do Picasa, um serviço de compartilhamento de fotos do Google, afirmou a Panasonic, unidade da Matsushita, na segunda-feira.

A empresa japonesa disse que ainda não determinou uma data para o lançamento global do produto.

“A cooperação da Panasonic com o YouTube e Picasa exemplifica nosso compromisso em conduzir a evolução natural da Internet e estendê-la para a televisão de alta-definição”, apontou o vice-presidente de eletrônicos da Panasonic, Merwan Mereby, em comunicado.

O contrato com o Google não é exclusivo, afirmou o porta-voz da empresa, Akira Kadota.

No final do ano passado, a Matsushita, maior fabricante mundial de TVs de plasma, afirmou que irá tomar o controle de uma joint venture voltada para as telas de cristal líquido e que pode montar um nova fábrica, marcando uma grande mudança em sua estratégia para o mercado de TVs de telas planas.

Até agora a Matsushita investiu agressivamente em telas de plasma, acreditando ser esta a tecnologia com o melhor custo-benefício para TVs com telas maiores que 37 polegadas, enquanto deixa os painéis de LCD para televisores menores.

Reuters

A economia do grátis

January 9th, 2008
Terça-feira, 08 de janeiro de 2008 - 17h12

É possível entregar produtos e serviços de graça e ainda assim ganhar dinheiro? Pelo menos no mundo online, a resposta é sim, e a economia do grátis é uma tendência inevitável, de acordo com uma idéia levantada por Chris Anderson, editor da revista Wired. Anderson, que deve publicar um livro sobre o tema no segundo semestre de 2008, argumenta que muitos dos custos ligados à tecnologia da informação — sejam eles de armazenamento, de processamento ou de telecomunicações — estão caindo de forma vertiginosa e tendem a zero. “O custo de guardar ou transmitir 1 kilobyte de dados é tão baixo que nem é mais medido. Em pouco tempo, o mesmo vai ser verdade para 1 megabyte e, no momento seguinte, para 1 terabyte”, escreveu ele num artigo recentemente publicado na revista inglesa The Economist. Esse movimento formidável de aumento de capacidade com redução de custos — expresso de forma definitiva na Lei de Moore, que afirma que a cada 18 meses dobra o poder de computação dos microchips e os preços caem pela metade — já tem impacto claro em algumas indústrias, como a da música. Outro caso clássico é o Google, empresa que deve passar dos 15 bilhões de dólares de faturamento neste ano oferecendo a imensa maioria de seus serviços de graça. Mas existem efeitos não tão óbvios assim. A indústria da televisão, por exemplo, tem de se transformar por causa da emergência de serviços como o YouTube, que se aproveita dos custos decrescentes de infra-estrutura tecnológica para oferecer uma coleção virtualmente infinita de vídeos, com a comodidade de se assistir somente o desejado, na hora mais conveniente. De uma maneira ou de outra, argumenta Anderson, todos os negócios tocados pela internet — e eles são muitos — vão ser influenciados pela economia do grátis.

Muitos dos inúmeros serviços gratuitos oferecidos na internet são pagos com o dinheiro dos anunciantes. Esse modelo de negócios, que tradicionalmente se aplicou à TV aberta e ao rádio, está se expandindo. No negócio da música, a equação é um pouco diferente: o dinheiro vem cada vez mais das performances ao vivo e menos da venda de discos. Mas a distribuição gratuita de faixas é essencial para angariar fãs e, conseqüentemente, fazer boas turnês. Em outubro, a banda de rock inglesa Radiohead ganhou as manchetes ao lançar um disco pela internet. Supostamente cansados da “exploração injusta” das gravadoras, eles decidiram cortar o intermediário e oferecer suas músicas num site. Os fãs poderiam pagar quanto quisessem pelo disco — ou simplesmente baixá-lo de graça (pesquisas posteriores indicaram que somente 40% dos fãs fizeram uma contribuição, de 6 dólares em média). “Hoje, ganhamos dinheiro principalmente fazendo shows”, disse Thom Yorke, o líder da banda, numa entrevista recente. O negócio das gravadoras, que sempre se baseou na venda de gravações e na distribuição de produtos físicos, pode estar diante da maior crise de sua história. Mas, para os músicos, a doação de suas criações e até mesmo a disseminação de suas músicas por meio da pirataria passaram a ser parte integral da viabilidade econômica.

A abundância da tecnologia digital também está por trás de um dos modelos de negócios mais inovadores dos últimos tempos, o das empresas aéreas de baixo custo. Graças a novos e modernos sistemas de informação, as mais agressivas empresas aéreas européias podem cobrar menos de 10 dólares por uma passagem dentro do continente. É evidente que uma viagem custa muito mais caro que isso, e os custos são cobertos com a venda de uma série de outros serviços, como refeições nos vôos, manuseio de bagagem e diversos itens relacionados a viagens, como aluguel de carros e diárias de hotéis. E, é claro, essas empresas também têm vantagens econômicas ao planejar suas rotas sempre envolvendo aeroportos secundários, que oferecem taxas de operação muito mais baixas que as dos grandes centros. Ao redefinir o negócio da aviação em torno do transporte aéreo “quase gratuito”, em vez de simplesmente vender passagens, essas empresas mudaram para sempre o setor — e ganharam muito dinheiro com isso. A maior delas, a irlandesa RyanAir, faturou 3,2 bilhões de dólares no ano fiscal de 2007, um crescimento de 32% em relação ao período anterior, e os lucros aumentaram 42%, atingindo 626 milhões de dólares. As operadoras de telefonia celular adotam um modelo de negócios semelhante ao oferecer aparelhos cada vez mais sofisticados de graça em troca de contratos de longa duração e da garantia de receitas com os serviços. É claro que não existe quase nada efetivamente de graça na vida, incluídos aí os proverbiais almoços grátis que ficaram célebres nas declarações do Nobel de Economia Milton Friedman. Mas a economia do grátis deve prosperar como nunca em 2008.

Sérgio Teixeira Jr. / Revista Exame

Data center virtual

January 5th, 2008

Quinta-feira, 03 de janeiro de 2008 - 12h09

Alexandre Battibugli

LocaWeb: 10 a 20 servidores virtuais dentro de cada máquina / Alexandre Battibugli

LocaWeb: 10 a 20 servidores virtuais dentro de cada máquina

O que as empresas que querem contratar serviços de data center podem esperar desse mercado? Um contínuo processo de modernização pode ser a melhor resposta. Os fornecedores de data centers têm investido em soluções para consolidar e virtualizar servidores, storage e equipamentos de rede, além de ir na direção de sistemas blade e em tecnologias para reduzir o consumo de energia. A preocupação tem crescido à medida que o conceito de TI verde avança.

A inquietação faz sentido. Segundo dados do Gartner, um rack que há três anos consumia entre 2 mil e 3 mil watts de energia, hoje pode chegar a 30 mil watts, dependendo da quantidade de equipamentos empilhados. Com isso, estima-se que por volta de 2009 a conta de energia elétrica passará a ocupar o segundo lugar na lista de principais custos operacionais em 70% dos data centers.

A onda de consolidação e virtualização dos servidores deve ajudar a resolver problemas como o de energia. Cria novas formas de aproveitar a capacidade de processamento e evita que máquinas sejam subutilizadas. A virtualização vai ainda pautar a TI nos próximos anos e, segundo o Gartner, as empresas que não se adaptarem a esse conceito correm o risco de verem seus negócios atropelados pela concorrência.

O termo virtualização nasceu no tempo dos mainframes. Na atual versão para servidores e storage, um software permite que cada máquina real seja multiplicada em várias virtuais. Desse modo, as empresas conseguem enxergar a capacidade de processamento total disponível, independentemente do servidor. As aplicações não ficam restritas a um único computador, e os usuários não percebem que estão compartilhando recursos.

De acordo com a demanda por processamento, o poder computacional pode ser deslocado de uma aplicação para outra. Há, assim, uma economia em recursos físicos para servidores, já que o uso torna-se compartilhado. ?A consolidação resolve bem o passado e a virtualização prepara as máquinas para o futuro?, afirma André Vilela, diretor de soluções corporativas da Unisys América Latina.

Com a virtualização, é possível reduzir em cerca de 40% o consumo de energia. Os custos operacionais também podem cair. Uma companhia que tenha 250 servidores dual core pode economizar 4 milhões de dólares, em três anos, com a adoção de tecnologias de virtualização. O cálculo é da consultoria The Butler Group, que conduziu um estudo sobre infra-estrutura de TI no Reino Unido.

“Nos próximos dois ou três anos, a virtualização será prática normal na maioria das grandes empresas”, afirma Eraldo Jiaqueto, diretor de data center da Global Crossing. Há seis anos, a empresa, que oferece serviços de data center dos tipos hosting e colocation, consolidou os servidores de seus três data centers, que abrigam 4 mil processadores.

No serviço de hosting, o cliente loca o data center e o fornecedor é também responsável pela provisão das máquinas. No colocation, ou housing, o cliente utiliza seus próprios servidores, no data center alugado. Esses serviços são atualmente os de maior demanda no mercado. Segundo o Gartner, empresas que possuem máquinas ecologicamente corretas optam pelo colocation e as que não têm condições de investir em modernização do parque preferem o hosting.

BAIXO CUSTO

Além da preocupação com a otimização do uso de equipamentos, o que mais os clientes de data centers demandam? Segundo Roberto Lucas, vice-presidente de operações da Matrix Internet DataCenter, a busca por custo menor é uma constante e tem gerado contratos com tempo cada vez mais curto. “Antes os negócios eram de 36 meses. Hoje são de no máximo 24 meses. O cliente não quer se amarrar a um fornecedor de soluções por muito tempo, porque uma nova tendência de mercado pode surgir e outra empresa oferecer o serviço por um preço menor com a mesma qualidade”, diz Lucas.

Mesmo com a busca por preço, a procura pela virtualização tem sido grande. “Em um ou dois anos, teremos um boom dessa prática”, afirma Lucas. Além de oferecer a tecnologia do momento e uma boa relação custo-benefício, é papel do fornecedor de data center entender o negócio do cliente para oferecer uma solução na medida, com segurança e total disponibilidade. “O data center deve ser flexível, atualizado e automatizado, para criar novas soluções”, afirma Lucas.

Avaliar o negócio para depois adaptar os recursos é o mantra da Unisys. Segundo André Vilela, essa estratégia é chamada na empresa de infra-estrutura em tempo real. A Unisys, a exemplo de concorrentes como a IBM e a HP, possui um grupo de consultoria que oferece aos clientes serviços de avaliação e diagnóstico de data center e de impacto nos negócios. ?Alguns clientes preferem o hosting, outros o colocation, mas é possível ainda simplificar a infra-estrutura que ele tem dentro da empresa?, afirma Vilela.

Outra tendência na Unisys é a virtualização de desktops, com terminais nas pontas e CPUs em um servidor centralizado. Apesar de limitar o poder de processamento, isso pode contornar problemas, como a propagação de vírus, e diminuir o custo na hora da renovação das máquinas.

Na HP, a virtualização foi testada dentro de casa. Para diminuir os custos de TI em 1 bilhão de dólares, a HP consolidou em 40 os antigos 85 data centers espalhados pelo mundo. A intenção é que até 2008 eles passem a ser apenas seis, alocados nas cidades americanas de Atlanta, Houston e Austin. Com essa solução, Cláudio Rangel, gerente de indústria de telecomunicações da HP, afirma que a companhia deve economizar 80 milhões de quilowatts/hora por ano. No Brasil, a experiência com virtualização virou serviço. A HP oferece aos clientes um estudo que avalia e faz um diagnóstico de sua infra-estrutura, independentemente de o cliente contratar ou não os serviços.

A AGF Seguros, subsidiária brasileira do Grupo Allianz, é uma das empresas que investiram na virtualização. Em 2005, a seguradora começou a implementar um projeto de governança de TI que incluiu um plano de virtualização dos servidores, em um investimento de 2,5 milhões de reais. “Tínhamos 14 servidores de banco de dados e outros 25 de aplicações. Depois do projeto, concentramos o banco de dados em três servidores e as aplicações em cinco. A virtualização nos permitiu reduzir custos com licenças, criar um plano de recuperação de desastres e consolidar os servidores”, diz Emílio Vieira, CIO da AGF Seguros. Segundo ele, o projeto gerou uma redução de tempo de 50% nas operações. “Quase um ano depois de instalado, o sistema não caiu nenhuma vez”, afirma.

TEMPERATURA ALTA

Um dos principais problemas de um data center é o crescimento não planejado, que provoca aumento na densidade de equipamentos dentro do ambiente, com mais calor e aumento da necessidade de refrigeração para evitar problemas de indisponibilidade das máquinas. Quando estruturou seu data center, inaugurado em maio do ano passado, a LocaWeb investiu na virtualização para manter uma estrutura enxuta, sem equipamentos ociosos, para reduzir custos. O data center abriga 1 800 servidores, e a estratégia foi utilizar equipamentos de maior capacidade e menor consumo de energia, com 10 a 20 servidores virtuais dentro de cada máquina. “Temos ambientes virtuais desde 2004. Essa é uma tendência irreversível”, afirma Gilberto Mautner, vice-presidente de tecnologia e novos negócios da LocaWeb.

A Alog, fornecedora especializada em hosting gerenciado, utiliza um software proprietário para controlar seus dois data centers, localizados no Rio de Janeiro e em São Paulo. Segundo Sidney Breyer, presidente da Alog, o software, chamado Persa, mapeia o ambiente, a temperatura dos racks e vários outros dados. Depois informa ao administrador quais áreas precisam ser mais ou menos refrigeradas. “Investimos em um layout onde extraímos o ar quente do ar-condicionado e jogamos ar frio”, afirma Breyer. A Alog usa ainda virtualização e certificação de processos para sustentar o plano de crescimento dos negócios. Após a fusão, em julho passado, com a .comDominio, outra empresa de data center, a Alog passou a contar com 800 clientes corporativos de hosting gerenciado e location.

Climatização é uma preocupação também da Tivit, empresa pertencente ao Grupo Votorantim. Seus sistemas de refrigeração são compostos de equipamentos industriais automatizados e redundantes, com autonomia no fornecimento de água. “Conseguimos manter a temperatura ideal e constante no interior do data center, com água gelada para as unidades de evaporação e com válvulas de isolamento que permitem a manutenção do sistema sem a interrupção do fluxo de água gelada. Essa solução gera uma economia de até 40 mil reais por mês com energia”, afirma Carlos Mazon, diretor de infra-estrutura da Tivit. Os data centers da empresa ficam em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Já a IBM anunciou, em agosto deste ano, que vai consolidar 3 900 servidores em cerca de 30 mainframes System z, que rodam Linux, na mais significativa transformação de seus data centers, que ocupam um total de 743 mil metros quadrados de espaço. O novo ambiente deve consumir cerca de 80% menos energia, e a companhia espera economizar também com software e sistemas. Essa iniciativa faz parte de um projeto chamado Big Green, avaliado em 1 bilhão de dólares. Seu objetivo é reduzir o consumo de energia dos data centers da própria IBM e de seus clientes. “Esperamos economizar eletricidade suficiente para abastecer uma pequena cidade, além de reduzir custos com licenças de software e ampliar o uso de vários aplicativos, já que o projeto prevê a adoção de Linux”, afirma Carlos Pane, gerente da área de comunicação integrada e infra-estrutura de data centers da IBM.

Os sistemas de refrigeração são responsáveis por quase 60% do consumo de energia de um data center. Por isso, qualquer iniciativa na direção de uma TI verde deve passar pela avaliação do ambiente onde estão instalados os equipamentos. O cálculo do retorno dos investimentos também leva em conta o consumo de energia. De acordo com a APC (American Power Conversion), empresa especializada em soluções de disponibilidade de energia, aproximadamente metade da energia usada em um data center destina-se à manutenção da infra-estrutura física de rede. A outra metade vai para a carga de processamento de dados.

A eliminação de um servidor significa uma redução de consumo de aproximadamente 200 a 400 watts, dependendo da tecnologia de virtualização utilizada. Esse ganho pode ser transformado em reais, multiplicado pelo valor do watt, para mostrar a redução de custos por ano. A projeção em dez anos pode apontar um valor igual ou superior ao custo da máquina em si.

É possível economizar mais ainda com ações no plano operacional, como aposentar sistemas ou migrá-los para plataformas mais eficientes. O projeto Big Green, da IBM, ilustra essa preocupação. “Com as novas tecnologias, esperamos duplicar a capacidade computacional dos data centers, nos próximos três anos, sem aumentar o consumo de energia e sem que isso implique maiores emissões de dióxido de carbono. A economia de energia anual deve ser de mais de 5 bilhões de quilowatts-hora”, afirma Carlos Pane, da IBM. Segundo a consultoria IDC, atualmente são gastos com energia cerca de 50 centavos para cada dólar investido em equipamentos de informática e espera-se que esse valor aumente 54% nos próximos quatro anos.

Cibele Gandolpho, edição de outubro de 2007

O cardápio do Habib´s

January 5th, 2008
Quinta-feira, 03 de janeiro de 2008 - 14h27

Luis Ushirobira

Espírito Santo: pedidos do delivery vão em 30 segundos para a loja mais próxima / Luis Ushirobira

Espírito Santo: pedidos do delivery vão em 30 segundos para a loja mais próxima

Por ano, saem das 240 lojas do Habib?s, a maior rede de comida árabe do país, 650 milhões de esfirras e 30 milhões de quibes. Na área de TI, o cardápio do CIO paulista Geraldo do Espírito Santo, de 38 anos, é predominantemente móvel. Vendedores, auditores, diretores e franqueados estão aderindo aos smartphones, para consultar e inserir informações em tempo real. O serviço de mapas Apontador, por sua vez, vem sendo usado não apenas para traçar rotas mas também para calcular reembolsos de combustíveis e pedágios dos funcionários. Veja o que o CIO, que há nove meses comanda a TI do Habib?s, contou à INFO.

INFO - Que tarefas são monitoradas por meio dos smartphones?
Espírito Santo - Como a maioria das 240 lojas é franqueada, precisamos ter um controle eficaz de quem é quem, quantos funcionários trabalham em cada loja, se há delivery ou drive thru. Os visitadores, como chamamos os profissionais que checam esses dados nas unidades, faziam relatórios em papel que depois eram repassados à administração. Agora, estamos implantando smartphones com Windows Mobile para que eles possam transmitir as informações em tempo real, o que torna mais ágil a tomada de decisões da administração.

O que é possível checar nesse sistema?
Dá para fazer um check list de itens que não estão de acordo com as regras ou verificar se é necessária alguma ação em cada loja. Via workflow, o sistema passa as informações inseridas pelo visitador para uma central. Pode ser uma lâmpada que precisa ser trocada, um banheiro que necessita de reforma ou um estoque em baixa. No smartphone, o visitador gera um chamado para que o serviço seja executado, e o lojista tem um prazo para cumpri-lo.

O serviço de mapas Apontador atende a esses visitadores?
Exato. Usamos o Apontador, da Webraska, como base para o pessoal de apoio na rua. Os visitadores fazem um roteiro de várias lojas por dia. O Apontador traça a rota mais curta para que possamos economizar tempo e combustível. Por meio do sistema, também podemos fazer o acerto de contas com cada profissional, como gastos com gasolina, pedágio e estacionamento.

Os executivos da rede também acessam os dados remotamente?
Sim, estamos desenvolvendo para ainda este ano um sistema para os diretores. Eles poderão acessar dados como faturamento, número de clientes que estão em cada loja, volume de vendas e metas de qualquer lugar onde haja cobertura celular. O software está em desenvolvimento interno e usa conceitos de business intelligence.

Qual é o sistema usado pelos garçons das lojas?
Há cerca de quatro anos, eles contam com o Garçom Eletrônico, desenvolvido para o Habib?s pela empresa Pekus. Nas 240 lojas, são 1 200 equipamentos, entre modelos iPAQ, da HP, e Tungsten, da Palm. O garçom digita o pedido e automaticamente ele vai, por Wi-Fi, para uma impressora na cozinha.

Por que o Habib?s resolveu focar os chamados do delivery numa única central de atendimento?
Não deu certo cada loja fazer seu próprio delivery porque não havia um padrão. Criamos o serviço 28 Minutos. Se cliente não receber a entrega nesse período, não paga nada. Concentramos no banco de dados DB2 os cadastros de todos os clientes já atendidos. O sistema é automatizado: quando o consumidor liga para a central, o pedido é registrado e tem 30 segundos para ser encaminhado à loja mais próxima. O tempo é controlado pelo software DL Plus, desenvolvido internamente em Java em parceria com a Plusoft. Os funcionários têm até 15 minutos para liberar o pedido para o motoqueiro. Hoje, apenas 0,03% dos pedidos não chegam em 28 minutos.

Como será a reformulação dos sistemas de TI?
Temos doze sistemas que controlam todas operações de informática da rede. Porém, são muito antigos e precisam ser reformulados. Já demos início a esse processo e devemos terminar até 2008. A idéia não é trocar nenhuma solução nem comprar ferramentas do mercado. São tecnologias sob medida e quase não usamos nada do mercado. Vamos modernizar o que está instalado. Esses sistemas atendem às centrais de produção, escritórios, fornecedores, contas a receber, entre outros.

As lojas terão Wi-Fi para os consumidores?
Hoje temos Wi-Fi em todas as unidades, mas o acesso sem fio está bloqueado para os clientes. Existe um projeto para o fim deste ano e início de 2008 de oferecer acesso também para os consumidores. Já temos a infra-estrutura, agora é só uma questão de acertar os ponteiros.

Cibele Gandolpho, edição de outubro de 2007